São Paulo é a cidade onde todos estão com muita pressa, certo? Errado. Por onde ando tem sempre um ou mais lerdos na minha frente. Um comboio de taxistas lerdos, um caminhão fumegante lerdo, uma kombi enferrujada lerda, tudo, sempre lerdo. A pessoa na minha frente na fila é aquela que faz do caixa eletrônico o seu confessionário. Fica horas admirando seus números, apertando todos os botõezinhos, juntando todos os papeizinhos. Mesmo quando estou a pé aparece uma lentidão na minha frente. O engraçado é que eu nunca deixo ninguém esperando atrás de mim. Se percebo que tem algum afobadinho eu já saio da frente. Faço tudo num tempo razoáel para não irritar ninguém e mesmo assim, levo empurrão, xingamento e buzinaço. Por mais paciente que eu tente ser, a lerdeza persiste até me tirar do sério. Lerdos da minha São Paulo, saiam da minha frente, por favor. Isso me irrita muiiiiito.
Escrito por
Cé
às
23h00
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Eu tinha combinado com dois amigos de irmos numa padaria logo cedo e nos jogarmos no café com leite, pão e demais delícias, hoje, nesse domingo frio e molhado. Levantei, me preparei, e quando estava quase na hora de sair meu amigo me ligou, dizendo que perdeu a hora e que não ía mais dar tempo de irmos a padaria. Além de comer aquelas reconfortantes delícias, íamos comentar a semana, a nossa semana. A nossa volta às aulas, as professoras, os assuntos, as matérias. Sim, porque a semana no Brasil foi indigesta demais e o que nós queríamos (pelo menos eu) era dar umas risadas. Também queria rever os dois, já que desde junho não nos vemos. O programa miou. Tomei café em casa mesmo, sozinha, mas o que está esquisito é a congestão de pensamentos, que já estavam prontinhos para sair e foram recolhidos. Fica uma falação dentro da cabeça. E agora? Esperar uma outra oportunidade. Mas isso sempre demora...muito...
Escrito por
Cé
às
12h10
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