Existem coisas paradoxais nesta vida. MJ já estava decadente, destruído, praticamente morto em vida. Mas a sua morte o fez reviver, nos seus melhores momentos. A lembrança de suas músicas fez reviver nossos momentos, que protegidos pela distância no tempo, hoje parece que eram tão bons, trazendo todas as saudades a tona. E uma questão que não se fecha, por que estragamos a vida com tanta facilidade, a troco de tão pouca porcaria...
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Cé
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19h46
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Ele era estranho. A esquisitise ultrapassou limites. Mas hoje fiquei chocada ao saber da morte dele. As músicas embalaram boa parte da minha vida. Estranho.
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Cé
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22h45
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Passei outra vez. Estou no sexto semestre da Faculdade, só fatam mais três. Uhhuuu! Yes, we can!
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Cé
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14h45
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Sonhei que o Obama veio me visitar, passar uma semana na minha casa. No sonho, eu fiquei maluca pensando no que fazer, que comida servir, com quem ele conversaria e sobre o que. Mas, no meu sonho, Obama foi muito simpático, gostou de tudo, sem reclamar e ainda me alcalmou, dizendo que a comida estava boa. Ufa, yes, we can!
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Cé
às
14h38
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Nesses dias mais frios eu sinto uma vontade de ter um Zé só prá mim. Prá mandar ele buscar água na cozinha, fazer um chá. mesmo sem gostar muito de chá, esquentar meu pé, atender o telefone e dizer que eu não estou, resolver as chatices mais urgentes, ir no supermercado, e xingar o Zé: "não foi isso que eu pedi!". Também ía querer que ele segurasse minha mão nos momentos difíceis, mas se ele grudasse muito eu ía mandar o Zé passear, prá logo em seguida reclamar:"onde voce se enfiou até agora, Zé?" Prá ir na locadora pegar filmes, e de lá ligar prá mim perguntando se era aquele ou outro filme que eu queria. E de quebra, trazer um docinho da padaria prá mim. O Zé tinha que ficar mais quieto que falante, mas se eu quisesse, ele ía me contar uma história daquelas bem compridas, com suspense e emoção. De convento, de preferência. Na hora de dormir ele saberia o quanto podia ficar perto e a hora de se afastar, e depois juntar de novo. Ía saber fazer um café bom, que não fosse nem muito fraco nem forte. E ía ficar me esperando o tempo que fosse, prá tudo. Com a maior paciência do mundo. E saberia dirigir bem, sem correr demais nem ser muito lerdo. De vez em quando faria uma comida muito boa, a única que eu jamais acertaria fazer. E levaria numa bandeja prá mim. O Zé ía me mimar muito, com toda a vontade desse mundo porque só ele ía saber o quanto é bom viver comigo.
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Cé
às
23h47
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Que estranho, nos dias de hoje quanto vale uma opinião? Vejo que as pessoas ou preferem ficar caladas ou destrambelham a falar sem parar, mas opinião ninguém tem. Nem mesmo um palpite. Talvez porque tudo tem mudado com muita rapidez, talvez porque ninguém queira dar a cara a tapa, talvez por medo de ser aquele que se acha. Hoje eu vi um pedaço de um programa fashion. As moças estavam brincando de personal stylist com o público. Elogiando ou criticando as botas, as leggings, a combinação de cabelo com maquiagem ,etc. De repente apareceu uma moça com uma camiseta estampada, casaco mais curto xadrez, shorts jeans, meia arrastão, bota e um brinco diferente em cada orelha. Simplesmente horrível. Mas elas ficaram falando o quanto a pessoa era original, criativa, blá, blá, blá. Eu diria, feio. Feio mesmo. Mas isso ninguém falou. Porque? Só deram aquele risinho irônico no final. A opinião acabou aparecendo de algum jeito, mas não foi falada.
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Cé
às
23h25
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