Essa noite eu sonhei que era professora de Inglês. De repente chegaram dois alunos para ter aula comigo, mas minha casa estava totalmente bagunçada, eu não conseguia encontrar o material didático, vestida de pijama, tentava disfarçar, procurando feito louca o livro certo e só achava o errado. Prometia que na próxima aula estaria tudo certo. Os alunos sorrindo, com uma carinha de não volto aqui nem que me pague. Fiquei nesse sufoco até que a mãe dos alunos veio buscá-los e ainda por cima me pagou. Quando íamos saindo pela sala, me aparece um porquinho. Ele era meu bicho de estimação, mas o coitado estava todo estrupiado, com uma orelha machucada, com uma pata quebrada e uma enorme cicatriz, que ía de um lado ao outro da barriga. Ficava me olhando com aquela carinha de carente, se arrastando no meio da sala. Enfim, era um turbilhão de acontecimentos para eu dar conta rapidamente e com gente me olhando. Constrangimento total. O que significa esse sonho? Não sei, mil interpretações pairam na minha cabeça. Jogar no porco? Não sei que número é, mas fica aí a dica.
Escrito por
Cé
às
11h52
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AQUELE ABRAÇO
Lá onde eu trabalho tem um moço que cumprimenta todo mundo com um sorriso e um abraço tão gostoso! Eu adoro quando ele aparece lá na biblioteca e me dá aquele abraço bom, no ponto certo, nem abusado, nem mecânico. Dá um gás, um ânimo, depois do abraço. Eu não falo nada, não comento, não elogio, nem peço, porque eu acho que se eu fizer qualquer dessas coisas, a espontaneidade acaba. Mas rezo para que ele nunca perca esse jeito bom de chegar, para que a vida nunca estrague esse dom de saber dar abraço bom. Na India tem uma mulher que passa a vida abraçando os outros. Dizem que o abraço dela faz milagres. Eu acredito nisso. Um abraço bom faz milagres.
Escrito por
Cé
às
23h13
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