A promessa que eu me fiz de ir ao cinema no Carnaval não deu certo. Como eu pressentia, o cinema estava lotadasso. Era uma multidão nunca antes vista na história deste país. Ups, plagiei alguém. A muvuca não tinha começo nem fim. Dei meia volta e voltei prá casa. Mas hoje fui assistir Milk. Na fila dos ingressos, bem na minha frente, estava o Caco Barcellos com sua filhinha. Tão lindo, com aquela cabeleira grisalha. Lindo! O filme é bom, vale a pena assistir, mas não é "o filme". Na sala de exibição, um casal sem noção, levou uma criança pequena para assistir esse filme. A criança chorou, falou durante todo o filme. Cada vez que alguém tentava argumentar que equele não era filme para criança, o homem ameaçava dar barraco. Todo mundo aguentou firme e passou. Ainda bem que hoje ainda é sábado, de calor infernal, mas sábado.
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Cé
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21h17
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A Índia está em todas as mídias, nas novelas, nos cinemas, nas danças, em todo lugar. O filme indiano acaba de ganhar o Oscar. Eu não conheço a Índia, nunca fui lá, mas as poucas informções que recebo me levam a não gostar mais do que gostar de lá. Essa história de castas intransponíveis fica incoerente na minha cabeça. Um lugar onde se diz muito de sua espiritualidade, onde as pessoas passam muito tempo meditando, fazendo o bem, comendo só o que é natural, sacralizando as vacas, não poderia ter um preconceito tão forte de uns contra os outros só pela origem, por onde nasceram. E o pior é que o preconceito é entre eles mesmos, pessoas do mesmo povo, do mesmo país. E a quantidade de superstições? E a tal história de que encontrar uma viúva logo cedo não traz sorte? Quer dizer que eu, viúva, sou agorenta? É um paradoxo. Se eles se odeiam tanto entre si, não me venham pregar paz e amor, naturalismo e vegetarianismo. Sai prá lá com esse olhão preto, grande e comprido do meu filé.
Escrito por
Cé
às
18h02
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Se existe coisa misteriosa no Carnaval é a elaboração de um samba enredo para uma escola de samba. Eu vi uma escola, não me lembro qual, que desfilou sexta-feira, cujo enredo era a Amazônia. Porém, destacavam-se entre outros assuntos no mesmo enredo, a cantora Clara Nunes, o Cassino do Chacrinha, a Rita Cadilac dentro de uma melancia, umbanda e candomblé. Não precisa explicar, eu não quero entender. Como eu disse, é um mistério e como tal deve continuar. Agora, imaginem a letra desse samba incorporando todos esses elementos? O samba do crioulo doido ficou humilhado na condição de doido. Dá até uma sofreguidão no estômago. Fala sério. Up date: Teve Escola de Samba que colocou coelhinho da Páscoa e Papai Noel, com trenó, rena, neve e tudo na avenida. Misturaram lasanha com feijoada e sushi. Hum.
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Cé
às
12h18
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