Ufa, dizem que meu inferno astral acabou. Amanhã é meu aniversário. Pelo menos a reforma do vizinho de cima acabou, isso já é um alívio para um tormento que durou quase um ano. Hoje meus filhos, suas respectivas mulheres, o cachorrinho Chopin e meus pais vieram almoçar comigo. E foi tudo bom, Graças a Deus! Amanhã vou almoçar com meus amigos da Faculdade. Yes!
Escrito por
Cé
às
21h57
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O martelinho do vizinho de cima continua me perseguindo. Ele vai aonde eu vou. De manhã no meu quarto, depois nos demais lugares conforme o dia vai passando. Agora bem aqui em cima do meu computador. Eu já nem sei mais o que fazer.
Escrito por
Cé
às
14h04
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Ontem fui ao cinema assistir Vick Cristina Barcelona, de Wood Allen. O cinema estava cheio dos representantes da zelite paulistana. Atrás de mim, dois casais de amigos conversavam animadamente, jogando um na cara do outro quem era mais chique, falando que melhor seria ter ído ao Jardim sei lá o que e entremeando palavras francesas no meio das frases, tipo, trés gentile, ces´t magnifique, e blá, blá, blá, falando que ouviram de seus queridos que o filme era excelente, maravilhoso. De repente, chegou um homem e se sentou ao meu lado. Do outro lado estava a esposa dele. Ele veio com um mega pacote de pipoca, sentou e se esparramou na poltrona e ainda reclamou que a mulher estava mal-humorada. O homem começou a triturar a pipoca, fazendo barulho. Até a respiração dele era irritante. (Certo tipo de respiração masculina me irrita profundamente). Ligou para alguém pelo celular, aquela típica ligação inútil de domingo à tarde. O filme começou e assim que o pacote de pipoca acabou, o homem começou a dormir, sono solto, e a roncar alto, muito alto mesmo, alí do meu ladinho. Acho que lá pelas tantas a mulher deu um beliscão nele que o acordou. Bom, o filme é bom, não vou negar, mas também não é lá essas coisas de magnifique. O melhor do filme são as locações lindíssimas da Espanha e o ator Javier Bardem, esse sim magnifique. Agora vem as minhas considerações finais: Quanto mais o tempo passa, mais eu gosto da minha única e pessoal companhia. Eu gosto de sair comigo, de ir ao cinema comigo, de conversar comigo e das minhas próprias opiniões sobre tudo. Eu prefiro mil vezes eu mesma. Isso é um problema, eu sei. Alguns chamam de ego-trip. É até metidez minha falar assim, mas que posso fazer? Imaginei a vida daquela coitada ao lado do comedor de pipoca que além de tudo ainda a critica de mal-humorada. Eu não queria aquilo prá mim, nem por todas as benesses do mundo capitalista. Não!!!!! Eu prefiro meu jeito discreto, silencioso, observador, minimalista. E cada vez mais as coisas mundanas me causam repulsa. (Aih, que nojenta!). Mas é verdade. Bom, a única coisa que me despertou alguma vontade foi de viajar para a Espanha. Que lugar lindo! E só. Já os da zelite atrás de mim ficaram tão calados quando o filme acabou. Acho que eles não captaram a mensagem. Principalmente porque havia uma crítica subliminar à todo comportamento consumista blasé que eles mesmos representam. Eles saíram quiteinhos, sem fazer showzinho nenhum. Acabou.
Escrito por
Cé
às
11h35
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