Ficar gripada num calor africano é desanimador. Imaginar que esse calor vai durar os próximos cinco ou seis meses é insuportável. Eu fico tentando me lembrar de como era a vida sem nariz entupido. Mas hoje em dia qualquer sorvetinho ou ventinho desavisado me deixa assim, como naquela música dos Titãs: "um sorvete me deixou gripado pelo resto da vida..."
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Cé
às
10h22
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Inaugurei meu inferno astral com um dia de fúria. Depois, uma rinite daquelas de matar. Por dentro um calor, por fora um calafrio. Há dois dias que não consigo fazer nada, não fui trabalhar, não fui estudar. Tô maus. Eu queria um paparico daqueles que preenchem a alma. Aih como eu queria.
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Cé
às
19h56
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Tem dias que a gente deve obedecer aquela voz que diz toda manhã: Não, não vai trabalhar não. Foi o que eu fiz hoje. E deu certo.
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Cé
às
16h39
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Ontem fui ao casamento do meu sobrinho João Paulo. Ele teve uma idéia que achei muito graciosa. Em vez de chamar uma criança para levar as alianças no altar, ele chamou os avós. Todo mundo chorou. No altar só estavam os noivos e o padre porque, como diz o João, só de pai e mãe ele tem seis, entre padrastos e madrastas (casados e descasados). Mesmo assim, na hora da benção, o padre chamou os pais para se aproximarem. Foi a maior muvuca. Aglomeração total em volta deles. Ninguém queria ficar de fora, afinal, cada um contribuiu um pouquinho na criação do João, e todos queriam ser o mais querido por ele. Cotovelada daqui e dalí, primeiro eu, não, eu. Mas passou. Nehuma perda ou dano.
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Cé
às
12h55
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