A semana acabou para muitos. Para mim ainda sobraram alguns compromissos amanhã de manhã. Eu pensava que conseguiria lidar bem com a loucura dessa vida. Me considerava uma pessoa suficientemente flexível para tolerar certos absurdos, mas agora a coisa está me assustando. Tudo está absurdo demais para uma pessoa que nasceu no meio do século passado, que respeitava certos padrões, desreipeitava outros, valorizava a vida, tinha um certo medo da morte, sentia profundamente uma perda, gostava muito de um aconchego, tinha seu lugar no mundo. Podia confiar na palavra empenhada, podia ser amiga de uma amiga, podia amar alguém, se entregar tranquilamente. Nada disso acontece mais. Hoje, quando alguém morre (Deus me perdoe) mas eu penso que pessoa foi para um lugar muito melhor e vai ficar bem. Muito melhor que esse mundo sujo, fedido, falso, inútil, superficial, sem sentimento, sem carinho, sem tempo disponível para o nada fazer. As pessoas estão correndo para lugar nenhum, estão com pressa, com urgência de nada. Estão atropelando umas as outras, fingindo, usurpando, matando e saindo com uma cara de cínicas, psicopatas. É o que eu sinto todos os dias. E enquanto eu não sucumbir vou continuar, mas nunca, nunca vou me adaptar. Podem me chamar de louca.Tudo bem.
Escrito por
Cé
às
22h08
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Hoje, um domingo frio, passei o dia sozinha. Lá pela uma da tarde fui até o shopping almoçar. Não conseguia escolher o que comer. Já enjoei de tudo. Queria comer uma coisa que surpreendesse meu paladar. Aliás, eu queria uma surpresa geral, para o paladar, o olfato, a visão, a audição e o tato. Principalmente o tato.
Escrito por
Cé
às
18h34
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