Deu na louca e eu fui. Já era mais de uma da tarde, mas eu não conseguiria passar mais uma tarde me revolvendo de calor. Peguei o carro e me meti na estada. Logo de cara encalhei na marginal Tietê. Tinha um caminhão virado no caminho. Esperei. Aos poucos fui chegando. Demorou umas quase três horas, mas cheguei. Praia do Sape, Ubatuba. Quando me vi dentro d´água até o pescoço, chorei. Chorei, não sei se de alegria, de tristeza ou por constatar que minha vida é cheia de privações, as mais ridículas. Obrigações tenho muitas, e cumpro todas. Alegria, prazer, quase nada. Eu olhava aquela praia, aquele mar, sentia a brisa gostosa, o sol ameno e parecia que eu estava fora daquela cena, de tanto tempo que eu não ía naquela praia. Fiquei até o sol sumir, e voltei. Conheço cada centímetro daquela estrada, a Tamoios. Tantas vezes passei por lá, tantas que sei de cor a paisagem. Lembranças vieram, mas não fiquei triste. Fiquei feliz por saber que posso ir. Coisa que gosto é poder partir sem ter planos, melhor ainda é poder voltar quando quero (Milton Nascimento). Eu sou Free!
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Cé
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22h55
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Esse solão lá fora, eu com uma vontade louca de uma praia. Calooorrr! Num guento. Ontem, tive aula de filosofia na faculdade. Imagine, aula de filosofia na sexta-feira à noite. O professor chega todo pomposo, vestido em marrons degradês, visual mais intelectual impossível, careca reluzente, desliga os ventiladores (azar das menopausadas, que logo alçaram seus leques), pois sua voz é inaudível, se posta diante da sala solenemente, escreve na lousa a seguinte frase: "Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...." R. Seixas. Que profundidade abissal! E vamos filosofar à la R. Seixas. Já viu as pérolas filosóficas que rolaram, né? Eu fiquei de olho na careca dele para ver quando a primeira gota de suor iria sugir, e nada. Com o calor que eu estava sentindo, não prestei atenção em mais nada. Lá pelas tantas, quando tudo parecia derreter, o mestre resolve ligar os ventiladores outra vez. Ufa! Eu já percebi que alguns professores tem um quê de sadismo. Quando eu pergunto para as pessoas, elas me dizem que isso é normal.
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Cé
às
11h10
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Acabou o carnaval, graças à Deus! Será que agora o ano finalmente vai começar? Espero boas notícias e quero confirmação.
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Cé
às
11h01
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Ontem meus pais vieram me visitar. À tarde fomos tomar um sorvetinho no shopping. Aproveitei e comprei ingressos para assistirmos "Rainha", o filme. Entramos no cinema, nos acomodamos nas cadeiras, esperamos os trailers passarem e quando por fim o filme começou percebi que estávamos no filme errado. Foi um ligeiro auê, mas depois que estávamos tão bem sentadinhos nas poltronas, não tivemos coragem de sair. Ía ser um alvoroço na sala. Ficamos. O filme em questão era "Cartas de Iwo Jima". Filme de guerra, difícil no começo, falado em japonês, luz estourada, escuro na sua maior parte. Mas, por fim, o filme cativou e valeu a pena ter assistido. De outra forma eu não teria visto. Minha caduquice dessa vez colaborou.
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Cé
às
22h26
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Cunhado é uma raça que deve ser extinta! Cientistas, inventem um aerosol "defenestra cunhado" urgente! Sábias são as aranhas que matam e comem os machos depois de grávidas.
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Cé
às
14h45
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