Um dia a areia branca, seus pés irão tocar/ E vai molhar seus cabelos, a água azul do mar/Janelas e portas vão se abrir, prá ver você chegar/ E ao se sentir em casa, sorrindo vai chorar....(R C).
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Cé
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23h49
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Ontem, eu indo correndo para o trabalho, atrasadona, e de repente splash. pisei com o pé inteiro num cocô de cachorro. A merda foi completa. Mesmo depois que tentei limpar tudo aquilo, o cheiro ficou, sim, ficou. E cada um que chegava perto de mim fazia aquela cara de putz. Seria pior se eu tentasse explicar.
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Cé
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12h55
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Existem coisas paradoxais nesta vida. MJ já estava decadente, destruído, praticamente morto em vida. Mas a sua morte o fez reviver, nos seus melhores momentos. A lembrança de suas músicas fez reviver nossos momentos, que protegidos pela distância no tempo, hoje parece que eram tão bons, trazendo todas as saudades a tona. E uma questão que não se fecha, por que estragamos a vida com tanta facilidade, a troco de tão pouca porcaria...
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Cé
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19h46
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Ele era estranho. A esquisitise ultrapassou limites. Mas hoje fiquei chocada ao saber da morte dele. As músicas embalaram boa parte da minha vida. Estranho.
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Cé
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22h45
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Passei outra vez. Estou no sexto semestre da Faculdade, só fatam mais três. Uhhuuu! Yes, we can!
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Cé
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14h45
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Sonhei que o Obama veio me visitar, passar uma semana na minha casa. No sonho, eu fiquei maluca pensando no que fazer, que comida servir, com quem ele conversaria e sobre o que. Mas, no meu sonho, Obama foi muito simpático, gostou de tudo, sem reclamar e ainda me alcalmou, dizendo que a comida estava boa. Ufa, yes, we can!
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Cé
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14h38
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Nesses dias mais frios eu sinto uma vontade de ter um Zé só prá mim. Prá mandar ele buscar água na cozinha, fazer um chá. mesmo sem gostar muito de chá, esquentar meu pé, atender o telefone e dizer que eu não estou, resolver as chatices mais urgentes, ir no supermercado, e xingar o Zé: "não foi isso que eu pedi!". Também ía querer que ele segurasse minha mão nos momentos difíceis, mas se ele grudasse muito eu ía mandar o Zé passear, prá logo em seguida reclamar:"onde voce se enfiou até agora, Zé?" Prá ir na locadora pegar filmes, e de lá ligar prá mim perguntando se era aquele ou outro filme que eu queria. E de quebra, trazer um docinho da padaria prá mim. O Zé tinha que ficar mais quieto que falante, mas se eu quisesse, ele ía me contar uma história daquelas bem compridas, com suspense e emoção. De convento, de preferência. Na hora de dormir ele saberia o quanto podia ficar perto e a hora de se afastar, e depois juntar de novo. Ía saber fazer um café bom, que não fosse nem muito fraco nem forte. E ía ficar me esperando o tempo que fosse, prá tudo. Com a maior paciência do mundo. E saberia dirigir bem, sem correr demais nem ser muito lerdo. De vez em quando faria uma comida muito boa, a única que eu jamais acertaria fazer. E levaria numa bandeja prá mim. O Zé ía me mimar muito, com toda a vontade desse mundo porque só ele ía saber o quanto é bom viver comigo.
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Cé
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23h47
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Que estranho, nos dias de hoje quanto vale uma opinião? Vejo que as pessoas ou preferem ficar caladas ou destrambelham a falar sem parar, mas opinião ninguém tem. Nem mesmo um palpite. Talvez porque tudo tem mudado com muita rapidez, talvez porque ninguém queira dar a cara a tapa, talvez por medo de ser aquele que se acha. Hoje eu vi um pedaço de um programa fashion. As moças estavam brincando de personal stylist com o público. Elogiando ou criticando as botas, as leggings, a combinação de cabelo com maquiagem ,etc. De repente apareceu uma moça com uma camiseta estampada, casaco mais curto xadrez, shorts jeans, meia arrastão, bota e um brinco diferente em cada orelha. Simplesmente horrível. Mas elas ficaram falando o quanto a pessoa era original, criativa, blá, blá, blá. Eu diria, feio. Feio mesmo. Mas isso ninguém falou. Porque? Só deram aquele risinho irônico no final. A opinião acabou aparecendo de algum jeito, mas não foi falada.
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Cé
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23h25
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Dizem que o amor é que nem capim, planta-se, cultiva-se e quando tudo está lindo, vem uma vaca e acaba com tudo. É verdade. Esse friozinho tão gostoso tem mil vantagens, mas um efeito colateral, dá uma preguiça de trabalhar...
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Cé
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15h20
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 Fui passear na Unicamp hoje. Adorei! O dia estava lindo, o céu muito azul e o sol, brilhando e aquecendo a alma. O ar estava tão puro que foi gostoso respirar bem fundo. Fui com meu amigo Carlito que passou no concurso e vai trabalhar lá, na biblioteca. Demais! Como é bom passear de vez em quando, mudar a paisagem, ver um pouco de verde e respirar um outro ar! É muiiito bom. 
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Cé
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18h17
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No caminho que eu faço todos os dias até o metrô, passo por vários vendedores ambulantes. Uns vendem Cd pirata, outros DVD erótico, outro vende chapéu, boné. Tem um que vende cocô de plástico. É cocô mesmo, aquele produto fabricado pelos seres em geral. É inspirador num dia como hoje, que acordei já achando tudo uma bosta.
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Cé
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22h52
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Hoje eu estou com uma sensação esquisita. Parece que eu andei muito, muito, atravessei um deserto inteirinho, escalei montanhas enormes, atravessei rios caudalosos, despenhadeiros medonhos, enfrentei intempéries (vento forte, temporal, seca, calor tórrido, nevasca etc.), passei por privações extremas, fome, frio, sede, calor, e, sem mais nem menos, voltei para o ponto de partida, para o mesmo lugar de quando tudo começou. O estranho é a sensação. Não é nem de longe a de um vencedor, um herói, um reconhecido ser que se superou mil vezes, nada. Nem aquela tão falada resiliência. Nada disso. É aparentemente uma sensação de um bebezinho que acabou de nascer e que não tem idéia nenhuma do que vem pela frente nesse mundo totalmente louco. Um bebezinho exposto outra vez a todo tipo de vicissitude. E mais, parece que tudo que aprendi nos momentos mais difíceis não me servem para mais nada, porque o ponto de partida é o mesmo, mas o mundo mudou, é outro. É aquela história do rio que está lá mas a água não é a mesma. Pergunto se há entusiasmo nisso, afinal bebezinho vai ter que viver tudo de novo. Não, não há. Nem medo, nem apreensão. Só me ocorre uma coisa, a minha paciência está bem mais curta.
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Cé
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11h17
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Moi, Je sui an imbécile! I´m an idiot! Eu sou uma cretina! Se eu soubesse, escreveria em todas as línguas esta mesma frase. Uma besta! Por que não fiquei com essa boca fechada???????????????????????
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Cé
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22h18
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É engraçado quando você ouve uma pessoa mentindo descaradamente pelo celular. Lá onde eu tomo meu lanchinho, no meu intervalo, aconteceu de uma loira dizer: Não, não vou poder te encontrar hoje, eu estou na marginal Pinheiros e o trânsito está totalmnte parado. Na verdade, ela estava muito bem, sentada numa mesa, tomando um café com outro cara. Todas as pessoas que estavam em volta, inclusive eu, se entreolharam e deram muita risada. Hoje, no mesmo local, um cara dizia: Ah, estou entrando no metrô, depois a gente se fala. Camabada de mentirosos! Mas confesso que às vezes eu também faço isso, quando não quero ninguém me controlando.
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Cé
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22h46
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Alguns paulistanos ainda conservam na memória afetiva o tempo em que existia inverno em São Paulo. Aquele inverno rigorosíssimo, gelado, que deixava tudo muito frio e durava quase o ano interio. A imagem de Adoniram Barbosa representava o inverno, sempre com um cachecol, um chapéu e um resfriado crônico. Hoje, basta aparecer uma nuvem no céu, um ventinho, os paulistanos correm no baú de roupras e saem vestidos com seus sobretudos, cachecóis, blusas de lã e botas. Ontem, eu voltava para casa à noite, com minha camiseta de manga curta, suando como se estivesse em pleno verão, quando me deparei com uma senhora vestida no rigor do inverno, com direito a gorro e cachecol. Aih, só a visão me fez suar mais ainda. O clima está na menopausa. Conformem-se.
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Cé
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10h50
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